APROVADO PRIMEIRO DOUTORADO EM ECOLOGIA HUMANA DA AMÉRICA LATINA

APROVADO PRIMEIRO DOUTORADO EM ECOLOGIA HUMANA DA AMÉRICA LATINA

APROVADO PRIMEIRO DOUTORADO EM ECOLOGIA HUMANA DA AMÉRICA LATINA

O que é Ecologia Humana? A Ecologia, sabemos, é a ciência que estuda a relação dos seres com seus ambientes. Como pensar, então, o lugar da espécie humana nos ecossistemas? A resposta a esta pergunta desdobra-se no que chamamos de Ecologia Humana, ou seja, o campo de conhecimento que estuda o lugar dos seres humanos na natureza.

Há aproximadamente 14 anos atrás, um grupo de pesquisadores (as), liderado pelo Prof. Juracy Marques, sócio fundador da SABEH, organizou  no Departamento de Educação de Paulo Afonso (Campus VIII-UNEB), a primeira especialização gratuita em Ecologia Humana e Gestão socioambiental que desdobrou-se na estruturação do mestrado em Ecologia Humana no ano de 2010.

Como ele mesmo conta, como psicanalista e antropólogo, sentia-se atraído por uma análise mais holística da espécie humana mas, intuía, a dimensão disciplinar não dava conta dessa necessidade. Surpreendeu-se, ocasionalmente, com o livro que leu de Paulo Machado, intitulado Ecologia Humana. “É isso que gostaria de fazer!”, disse a si mesmo, sem imaginar que, no mundo, um corpo muito grande de pesquisadores (as) já debruçaram-se sobre essa forma de pensar os ecossistemas da espécie humana, destacando-se O Círculo Europeu de Ecologia Humana e a Sociedade Norte-Americana de Ecologia Humana (SHE).

Gradativamente foi convidando colegas de diferentes  áreas do conhecimento e montando o time que levaria à frente a primeira proposta de formação a nível de pós-graduação no Brasil em Ecologia Humana. Antes mesmo do mestrado, fundou o Núcleo de Estudos em Povos e Comunidades Tradicionais e Ações Socioambientais (NECTAS), para integrar-se à uma pesquisa coordenada pelo Antropólogo Alfredo Wagner com Povos e Comunidades Tradicionais em todo o Brasil. Ele coordenaria a pesquisa na Bacia do São Francisco. A gestão desse Núcleo partilhou com a Dra. Eliane Nogueira que também foi coordenadora do PPGECOH. As pesquisas realizadas pelo NECTAS foram muito importantes para a organização e aprovação do mestrado que teve, à frente da primeira coordenação, a Dra. Cleonice Vergne, uma baluarte da Arqueologia do Nordeste.

Parte desse grupo sentiu a necessidade de criar a Sociedade Brasileira de Ecologia Humana – SABEH, em 2012, objetivando avançar na divulgação da Ecologia Humana no Brasil. Essa sociedade científica foi fundamental para calçar, ainda mais, a proposta do mestrado, colaborando, substancialmente, na internacionalização das relações do PPGECOH, tanto com a Europa, como Estados Unidos e América Latina. Foi, sem soma de dúvidas, uma grande parceira na criação da Rede Latino Americana de Ecologia Humana (RELAEH), estruturada no Paraguai em 2016, já sob a presidente da Filósofa e Jurista Alzeni Tomáz, hoje, mestranda em Ecologia Humana pela UNEB.

O Professor Geraldo Marques, considerado o patrono do mestrado, dizia sempre:Não sai da minha cabeça a doce impressão de que esse projeto foi pensado por meninos e meninas do Sertão, dantes, impensável”.

Esse percurso, de mais de uma década, congregando esforços de todos (as) os (as) pesquisadores (as) engajados (as) na causa da Ecologia Humana, culminou com a estruturação de um projeto de doutorado que foi um dos produtos do estágio pós-doutoral em Ecologia Humana que Juracy Marques realizou na Universidade Nova de Lisboa (UNL), sob a supervisão da Dra. Iva Pires, atual presidenta da Society for Human Ecology (SHE). A proposta foi submetida e aprovada pelo Departamento de Tecnologias e Ciências Sociais (DTCS-III), que acabava de recepcionar o PPGECOH, deslocado do Campus  de Paulo Afonso.

Depois disso, ponderou-se que era necessário aguardar a nova avaliação da CAPES, haja vista, haver uma controversa exigência de que o programa de mestrado tivesse conceito 4, sendo que, até então, éramos conceito 3 na CAPES.

Em 2018, já com o Professor Carlos Alberto e o Prof. Ricardo Amorim, à frente da coordenação do PPGECOH, a proposta do doutorado em Ecologia Humana e Gestão Socioambiental foi encaminhada para avaliação da CAPES, após uma calorosa reunião com a Pró-Reitora de Pós-Graduação da UNEB, a Dra. Tânia Hetkowski. O Reitor, Prof.  Bites de Carvalho, já havia afirmado que não mediria esforços para que conseguíssemos o doutorado para Juazeiro. Em 26 de outubro de 2018, fomos tomados pela intensa alegria da aprovação do nosso doutorado, sonhado e lapidado por tantas mãos.

Nós, da Sociedade Brasileira de Ecologia Humana (SABEH), difundindo na web, com a publicação de diversos livros pela Editora Sabeh e pelos artigos científicos na Revista Ecologia Humanas, única do mundo de circulação em língua portuguesa, sentimos-nos honrados por ser parte dessa história, ter ajudado na criação do primeiro doutorado em Ecologia Humana da América Latina. Trata-se de um marco histórico na história desse campo de conhecimento no mundo!

Response to "APROVADO PRIMEIRO DOUTORADO EM ECOLOGIA HUMANA DA AMÉRICA LATINA"

  • Boa tarde,

    Preparei um projeto na filosofia sobre as origens filosóficas da ecologia e a ecosofia de Arne Naess. Estaria muito interessada a apresentar esse projeto para o doutorado de ecologia humana, Poderia me manter informada das datas de divulgação do edital?
    Muito obrigada
    céline marie angès clément

  • Parabenizo a equipe pela parcela de colaboração na educação brasileira que ainda está distante da perfeição mas a caminho dela, trilhando com sacrifício o caminho através de pessoas como vcs.
    Gostaria de saber onde busco maiores informações a respeito do doutorado.

  • Parabens!!!
    Em especial por ser aprovado o DOUTORADO que tera ampla pesquisa no campo cientifico e oportunidade aos mestres interessados, sendo no Estado da Bahia.

  • Parabéns pela aprovação. Sinto-me recepcionada pela proposta do programa e vejo que toda a sociedade só tem a ganhar com essa causa que deveria ser universal e obviamente humana. Sucesso!

  • Parabéns professores de Paulo Afonso!!!

    Como parte dos homens e mulheres do semiárido e ainda professora da Uneb, além de entusiasmada com mais um doutorado q nos fortalece, me sinto irmanada a ir à Paulo Afonso para estudar!

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