A ZOOTERAPIA DO POVO INDÍGENA PANKARARU NO SEMIÁRIDO PERNAMBUCANO

A ZOOTERAPIA DO POVO INDÍGENA PANKARARU NO SEMIÁRIDO PERNAMBUCANO

Capa de Livro: A ZOOTERAPIA DO POVO INDÍGENA PANKARARU NO SEMIÁRIDO PERNAMBUCANO

Sendo o Brasil detentor de uma rica diversidade social e cultural, representada por mais de 200 povos indígenas (Alves, 2008), o inventário sobre os animais usados na medicina popular vem contribuir densamente para o conhecimento da diversidade faunística existente no país, fator importante para a conservação dos animais, já que algumas espécies usadas na medicina tradicional brasileira encontram-se ameaçadas de extinção ou em perigo devido a sobre-exploração (Alves & Rosa, 2007; Ferreira et al., 2009a). desta forma o conhecimento tradicional asso- ciado ao saber cientí co pode ser uma importante estra- tégia de desenvolvimento sustentável (Albuquerque & Andrade, 2002), entretanto para isso é preciso que a ciência ocidental reconheça a existência, entre as sociedades tradicionais, de outras formas, igualmente racionais de se perceber a biodiversidade, além das oferecidas pela ciência moderna (Diegues, 2000).

Outra questão importante em relação à zooterapia é o fornecimento de dados que podem assumir importância para a indústria farmacêutica no descobrimento de novos medicamentos, assim, diversas espécies têm sido testadas metodicamente pelas companhias farmacêuticas como fontes de drogas para a ciência médica moderna (Costa-Neto, 2005). dos 255 químicos essenciais que foram selecionados pela organização mundial da saúde, 11,1% têm origem nas plantas, enquanto que 8,7% têm origem nos animais (Marques, 1997).

Diante disto este tratado da zooterapia indígena, contribui com informações sobre a utilização de animais na medicina popular dos índios Pankararu, residentes no nordeste do estado de Pernambuco, buscando fomentar discussões sobre a importância da conservação das riquezas biológicas e culturais no semiárido brasileiro.